Turma: 2003
Alunas : Kathllen Camille , Mayca , Tatiana Menezes .
A contação de histórias é um precioso auxílio à prática pedagógica de
professores na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A
contação de história instiga a imaginação, a criatividade, a oralidade, incentiva o
gosto pela leitura, contribui na formação da personalidade da criança envolvendo o
social e o afetivo.
A contação de histórias é uma atividade fundamental que transmite
conhecimentos e valores, sua atuação é decisiva na formação e no desenvolvimento
do processo ensino-aprendizagem.
As histórias são uma maneira mais significativa que a humanidade encontrou
para expressar experiências que, nas narrativas realistas, não acontecem. A
contação de histórias, além de pertencer ao campo da educação e à área das
ciências humanas, é uma atividade comunicativa. Por meio dela, os homens
repassam costumes, tradições e valores capazes de estimular a formação do
cidadão. Por isso, contar histórias é saber criar um ambiente de encantamento,
suspense, surpresa e emoção, no qual o enredo e os personagens ganham vida,
transformando tanto o narrador como o ouvinte. O ato de contar histórias deve
impregnar todos os sentidos, tocando o coração e enriquecendo a leitura de mundo
na trajetória de cada um.
A contação de histórias está ligada diretamente ao imaginário infantil. O uso
dessa ferramenta incentiva não somente a imaginação, mas também o gosto e o
hábito da leitura; a ampliação do vocabulário, da narrativa e de sua cultura; o
conjunto de elementos referenciais que proporcionarão o desenvolvimento do
consciente e subconsciente infantil, a relação entre o espaço íntimo do indivíduo (mundo interno) com o mundo social (mundo externo), resultando na formação de
sua personalidade, seus valores e suas crenças.
A capacidade de imaginar permite que o ser humano crie uma habilidade de
entendimento e compreensão de histórias ficcionais, pois nossa vida apenas é
entendida dentro de narrativas. As histórias nos transmitem informações e abrangem
nossas emoções. É por esse motivo que algumas pessoas se sentem receosas ao
trabalhar com crianças e jovens em desenvolvimento. A história tem um papel
significativo na contribuição com a tolerância e o senso de justiça social, podendo
criar novos rumos à imaginação, podendo ser eles bons ou ruins.
Sendo assim, a reformulação da literatura infantil foi de extrema importância
para que a sua função social e individual pudesse respeitar as especificidades e
necessidades da intencionalidade que a história possui e quer transmitir para a
criança. Além, é claro, da adequação condizente com a faixa etária.
A contação de histórias é um momento mágico que envolve a todos que estão
nesse momento de fantasia. Ao contar histórias, o professor estabelece com o aluno
um clima de cumplicidade que os remete à época dos antigos contadores que, ao
redor do fogo, contavam a uma plateia atenta às histórias, costumes e valores do
seu povo. A plateia não se reúne mais em volta do fogo, mas, nas escolas, os
contadores de história são os professores, elo entre o aluno e o livro. O ato de
contar histórias é próprio do ser humano, e o professor pode apropriar-se dessa
característica e transformar a contação em um importantíssimo recurso de formação
do leitor.
Inúmeras são as possibilidades que o uso da contação de histórias em sala
de aula propicia. Além de as histórias divertirem, elas atingem outros objetivos,
como educar, instruir, socializar, desenvolver a inteligência e a sensibilidade. A
literatura não está recebendo um estímulo adequado, e a contação de histórias é
uma alternativa para que os alunos tenham uma experiência positiva com a leitura,
não uma tarefa rotineira escolar que transforma a leitura e a literatura em simples
instrumentos de avaliação, afastando o aluno do prazer de ler. Porque, para formar
grandes leitores críticos, não basta ensinar a ler. É preciso ensinar a gostar
de ler com prazer, isto é possível, e mais fácil do que parece.
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