terça-feira, 17 de maio de 2016

Surdez: Causas e Prevenções



surdez, também chamada de deficiência auditiva, pode sercongênita ou adquirida. É a diminuição da audição ou seja da capacidade de escutar e entender.
Na surdez congênita a criança adquire a deficiência durante a gestação. A aquisição da surdez pelo bebê pode se dar por:
  • Medicamentos tomados pela gestante;
  • Doenças adquiridas durante a gestação, como sífilis e toxoplasmose;
  • Hereditariedade;
  • A exposição da mãe a radiações e problemas no parto;
  • O fato de a criança nascer antes ou depois do tempo;
  • Infecções hospitalares e;
  • O uso de fórceps para retirar a criança ou a falta de oxigenação.
Algumas doenças deixam como sequela a surdez, e se uma gestante for contaminada por alguma dessas doenças, a sequela pode afetar o bebê. São elas:
  • Rubéola,
  • Toxoplasmose,
  • Sarampo,
  • Sífilis,
  • Herpes,
  • Diabetes,
  • Pressão alta,
  • Meningite, entre outras.
A surdez que essas doenças causam é a chamada surdez de percepção ou neuro-sensorial. Nesse tipo de surdez ocorre lesão nas células nervosas e sensoriais que levam o estímulo do som da cóclea até o cérebro. As doenças que atingem a cóclea e o nervo auditivo raramente têm tratamento.
Quando dizemos que a perda auditiva é por condução, isso quer dizer que há algo bloqueando a passagem do som da orelha externa até a orelha interna. Ela pode ocorrer pelo rompimento do tímpano, excesso de cera que se acumula no canal auditivo, introdução de algum material no canal auditivo. Infecção nos ossículos da orelha média também pode causar a surdez por condução. Esse tipo de surdez é revertido por medicamentos ou cirurgia.

Outro tipo de perda auditiva é chamado de surdez central. Ele ocorre à medida que envelhecemos e faz parte de um processo natural do corpo. Assim como a visão e o coração, o sistema auditivo da pessoa também sofre desgaste ao longo dos anos, e a maneira como a pessoa trata os ouvidos ao longo da vida influencia bastante na Presbiacusia (nome técnico dado à surdez por envelhecimento).
O volume ou intensidade dos sons é medido por unidades chamadas decibéis (dB), de tal sorte que verifica-se a partir da perda auditiva em decibéis, a existência de diferentes graus de surdez.
O grupo dos parcialmente surdos engloba os sujeitos com surdez leve e os com surdez moderada.
A surdez leve apresenta uma perda auditiva de até 40 dB. Essa perda impede a percepção perfeita de todos os fonemas da palavra, mas não impede a aquisição normal da linguagem. Pode, no entanto, causar algum problema articulatório ou dificuldade na leitura e/ou escrita.
A surdez moderada apresenta perda auditiva entre 40 e 70 dB. Esses limites se encontram no nível da percepção da palavra, sendo necessário uma voz de certa intensidade para que seja claramente percebida.
Há ainda o grupo dos que abrange os indivíduos com surdez severa e os com surdez profunda. A surdez severa apresenta uma perda auditiva entre 70 e 90 dB. O indivíduo só consegue ouvir sons próximos e algumas palavras amplificadas. O processo de aquisição da linguagem oral não é feito de forma espontânea.O indivíduo com surdez profunda apresenta perda auditiva superior a 90 dB. Não consegue perceber a fala através da audição, mas pode perceber sons altos e vibrações. Apresenta muitas limitações para aquisição da linguagem oral.

A evolução da perda auditiva depende da causa ou da gravidade da lesão. Por exemplo , se houver uma perda auditiva devido a uma exposição de ruídos, acima do limite tolerado ( 75 decibéis), a audição pode retornar ao normal em 24 horas. Entretanto, se a exposição for repetitiva, a lesão causada no ouvido interno poderá ser definitiva, portanto, será irreversível. Em crianças com infecção no ouvido médio (otite média) vai ocorrer acúmulo de secreção atrás do tímpano que, na maioria das vezes, é absorvida pelo organismo e a audição tende a normalizar em algumas semanas. Na Presbiacusia (surdez do idoso) e na Ototoxidade(surdez por medicamento) a perda auditiva, em geral, aumenta gradativamente.

Dicas de prevenção:  Mulheres devem ser vacinadas contra a rubéola antes de engravidar. Na gestação, é essencial a realização dos exames pré-natais. Crianças devem ser vacinadas contra sarampo, meningite e caxumba. Recém-nascidos devem ser submetidos ao teste da orelhinha. Deve-se evitar exposição ao barulho e usar protetores de ouvido em situações de exposição. Trabalhador exposto ao barulho deve se proteger com tampões e realizar exames auditivos com freqüência.

O tratamento da surdez depende da causa. Se a perda auditiva for devido a um grande acúmulo de cera no canal do ouvido, o médico simplesmente fará a remoção usando o instrumental do consultório. Nas perfurações timpânicas e nas lesões ou fixação dos ossículos (martelo, bigorna, estribo) o tratamento é cirúrgico. Nos casos de secreção acumulada atrás do tímpano (otite secretora) por mais de 90 dias, sem melhora da audição, a cirurgia também está indicada. Na doença de Meniére o tratamento é clínico e, às vezes, cirúrgico. Em casos de tumores, o tratamento indicado pode ser essencialmente cirúrgico, radioterápico ou radio cirúrgico. Muitos pacientes têm indicação de aparelhos auditivos (aparelhos de surdez), cuja função é amplificar os sons. Para aqueles pacientes com surdez severa e profunda que não se beneficiam com esses aparelhos está indicado o uso do implante coclear. Os implantes cocleares são sistemas eletrônicos implantados cirurgicamente, que têm a função de transmitir estímulos elétricos ao cérebro através do nervo auditivo. No cérebro esses estímulos elétricos são interpretados como sons.





Webliografia 

http://www.direitodeouvir.com.br/
                                   www.medel.com/br/hearing-loss/
www.brasilmedia.com/
reouvir.org.br
www.acessibilidadeinclusiva.com.br
revistapesquisa.fapesp.br
                                        http://www.surtel.com.br





Alunas: Thayla de Souza, Roberta Barbosa e Tatiana Menezes
Turma: 3003

Trabalho de P.P.P (surdez) Isabella Hott n°13


Trabalho de P.P.P

Olá pessoal, sejam bem vindos a mais uma postagem do nosso blog, hoje é dia de falarmos sobre surdez, ou como também é chamada, a deficiência auditiva.
Continuem nos acompanhando e esperamos que gostem.
Pra começarmos a falar sobre esse assunto precisamos saber o que realmente ele é.
Mas então...
·         O que é mesmo surdez?
     Surdez é exatamente a diminuição da audição, ou seja, a baixa da capacidade de escutar e entender os sons. Podendo acontecer em qualquer grau, de leve a moderada, severa ou até profunda, que é aquela onde não se escuta e não se entende nada e pode acontecer em pessoas de qualquer idade.
·         Quais são os tipos da surdez?

·         Surdez de transmissão ou de condução:
É quando existe uma lesão a nível do ouvido externo ou médio, que impede a transmissão das ondas sonoras. Neste caso existe uma situação de audição reduzida, mas não de surdez. Para que haja surdez é necessário que o próprio nervo auditivo esteja danificado.
·         Surdez de recepção ou neurossensorial:
É quando existem lesões do ouvido interno ou do nervo auditivo que transmite o impulso ao cérebro. A transmissão das vibrações sonoras é feita normalmente mas a sua transformação em percepção auditiva está perturbada. Existe assim, uma dificuldade na identificação e integração da mensagem.
·         Surdez mista:

É quando existe, ao mesmo tempo, uma lesão do aparelho de transmissão e de recepção.

·         Observação: A surdez pode ser congénita ou adquirida (icterícia, traumatismo, infecções, febres, viroses, meningites, otites, intoxicações medicamentosas, …) conforme tenha o indivíduo nascido surdo ou tenha adquirido a surdez por causas patológicas ou traumáticas.

·         E quais são os possíveis graus da surdez?
 O volume ou intensidade dos sons é medido por unidades chamadas decibéis (dB), de tal modo que verifica-se a partir da perda auditiva em decibéis, a existência de diferentes graus de surdez. Os tipos de surdez podem ser classificados entre alguns graus de surdez.
Acompanhe agora informações mais detalhadas de cada grau da surdez:

Surdez leve:
Apresenta uma perda auditiva de até 40 dB. Essa perda impede a percepção perfeita de todos os fonemas da palavra, mas não impede a aquisição normal da linguagem. Pode, no entanto, causar algum problema articulatório ou dificuldade na leitura e/ou escrita.

Surdez moderada:
Apresenta perda auditiva entre 40 e 70 dB. Esses limites se encontram no nível da percepção da palavra, sendo necessário uma voz de certa intensidade para que seja claramente percebida.

Surdez severa:
Apresenta uma perda auditiva entre 70 e 90 dB.

Surdez profunda:
 Apresenta perda auditiva superior a 90 dB.


A seguir temos uma representação em imagem dessa breve explicação:
·         Um questionamento frequente também, é a respeito da evolução da surdez. Afinal, ela se mantém no grau em que se inicia ou aumenta com o decorrer do tempo?
Na verdade varia, pois haverá casos onde a pessoa terá o mesmo nível de surdez para sempre, mas não é uma regra já que ela pode sim evoluir, e evolui.

·         Mas como é que funciona essa evolução então?
A evolução da surdez depende do tipo e também da causa. Casos existem em que a audição é totalmente recuperada com medicamentos, cirurgias ou aparelhos auditivos. Exemplos: otites, perfurações do tímpano, fixação dos ossículos. Se houver uma perda auditiva devido à exposição a ruídos acima do limite tolerável (80 decibéis), a audição pode retornar ao normal em 24 horas. Entretanto, se essa exposição for repetitiva, a lesão causada no ouvido interno poderá ser definitiva e a surdez, irreversível. Nas crianças com otite média e perdas auditivas, a audição tende a normalizar com tratamento adequado. Na presbiacusia (surdez do idoso) e na perda auditiva por certos medicamentos de uso contínuo, a surdez tende a aumentar gradativamente.
·         Alguma coisa pode ser feita pra prevenirmos a surdez?
Sim, claro e com certeza!
E aí seguem algumas dicas:
São muitos os fatores que levam à deficiência auditiva ou surdez. Como também há muitas atitudes preventivas que possibilitam impedir que a criança venha a desenvolver deficiência auditiva.
  • Nunca coloque qualquer objeto, incluindo cotonetes, dentro de seu canal auditivo. Se o fizer, pode acabar forçando a cera para dentro e entupir o canal ou danificar o tímpano;
  • Não se esqueça de vacinar seu filho contra sarampo, caxumba e meningite;
  • Se você for uma mulher em idade de engravidar, consulte seu médico sobre possíveis métodos de imunização contra a rubéola;
  • Na gestação, é essencial a realização dos exames pré-natais;
·         Recém-nascidos devem ser submetidos ao teste da orelhinha.
Uma vez constatada a deficiência, a busca de tratamento deve ocorrer rapidamente!

·         Mas como é que esses tratamentos podem ocorrer? Quais são eles?
O tratamento da surdez depende da causa. Alguns exemplos de surdez e respectivos tratamentos:
- Se a perda auditiva for devido a um acúmulo de cera no canal do ouvido, o médico simplesmente fará a remoção com o instrumental do consultório.
- Nas perfurações timpânicas e nas lesões ou fixação dos ossículos (martelo, bigorna, estribo), o tratamento é cirúrgico.
- Nos casos de secreção acumulada atrás do tímpano (otite secretora) por mais de 90 dias, a cirurgia também está indicada.
- Na doença de Meniere (surdez, tontura, zumbido), o tratamento é clínico e, às vezes, cirúrgico.
- Em casos de tumores, o tratamento indicado pode ser essencialmente cirúrgico, radioterápico ou radio cirúrgico.
Em qualquer caso de suspeita de alteração auditiva, seja transitória ou permanente, é indispensável a avaliação de um médico otorrinolaringologista, especialista em nariz, ouvido e garganta. Posteriormente, o paciente deverá ser encaminhado para a realização dos exames audiológicos, geralmente realizados por um fonoaudiólogo.

CURIOSIDADE:
·         Sobre Doenças Heterogêneas:

 É enorme o número conhecido de doenças genéticas heterogêneas, ou seja, que exibem fenótipos muito semelhantes, porém são condicionadas por mecanismos genéticos diferentes, por genes situados em locos distintos (heterogeneidade não-alélica) ou ainda por alelos diferentes, em diversas combinações, de um mesmo gene (heterogeneidade alélica). Com os avanços da biologia molecular, a cada dia são descobertos novos genes causadores de doenças, até então, como determinadas por um único loco ou alelo.

O aconselhamento genético e do diagnóstico clínico de anomalias hereditárias, é importante que se conheça e se leve em conta o grau de heterogeneidade dessas doenças, pois além de esse fenômeno ser causa importante de variação clínica, é fundamental para a correta estimativa dos riscos de recorrência.
A cada 1.000 crianças, uma nasce com problemas de surdez. Dados mundiais indicam que 60% dos casos são causados pela herança genética do bebê. No Brasil, mesmo que a maioria dos casos tenha causas não-genéticas, como rubéola, meningite ou falta de oxigênio no parto, com a melhoria da atenção da saúde materno-infantil a proporção de casos de origem genética tende a aumentar progressivamente. Entretanto, dificilmente a surdez é constatada antes que a criança complete dois anos.
Nessa altura, ela já pode ter sofrido prejuízos, causados pela falta de estímulos cerebrais relacionados com a fala, que vão prejudicá-la pelo resto da vida. É consenso entre os médicos que a melhor época para o tratamento ocorre por volta de um ano e meio.  Um teste simples e barato pode mudar essa situação e mostrar, logo na maternidade, se o bebê tem o problema. É o que indicam os primeiros resultados de um estudo que vem sendo realizado no Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O teste é apenas um dos primeiros resultados da pesquisa, que envolve o estudo de outros genes relacionados à surdez.
“Além do diagnóstico precoce, à medida que os estudos avançarem será possível fazer prognósticos mais precisos sobre a doença, uma vez que existem diferentes graus de surdez e diferentes genes envolvidos”, diz Edi (Professora de química na Unicamp).

Com essa curiosidade chegamos ao fim de mais um assunto tão interessante.
E pra fechar com chave de ouro seguem-se aqui umas referências que nos serviram de base para enriquecer nossas informações:

·         http://voz-silencio.blogspot.com.br/2010/03/tipos-de-surdez.html

Mais uma vez agradecemos por nos acompanharem até o final, esperamos que tenham gostado.
Um abraço e até a próxima!

Alunas: Camila Luíz, Isabella Hott e Ynara

Turma 3003 c.n

domingo, 15 de maio de 2016

Atividade Avaliativa de PPP- "Surdez:Causas e Prevenção"

Neste vídeo você irá aprender um pouco sobre a surdez de uma forma humorística.
  • O que é Surdez?
  • Graus de Surdez
  • Tipos de Surdez
  • Doenças heterogênea
  • Como a surdez evolui
  • Tratamento?
  • Como se previne?






Victória Oliveira
Isabella Marinho



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Projeto Escolar - Trabalho de P.P.I.P (Isabella Hott)


Instituto de educação Professora Ismar Gomes de Azevedo
Práticas pedagógicas e iniciação a pesquisa – Margareth Amaral
Camila Dias n° 08
Isabella Hott n° 15
Ynara Kerolyn n° 45


                            PROJETO ESCOLAR


  • O que é projeto didático?
  • Quais as características de um bom projeto didático?
  • O projeto pode ser em mais de uma área?
  • É melhor criar um projeto ou aplicar um já testado?
  • Quando optar por um projeto?
  • Como fazer o planejamento?
  • Como criar justificativas?
  • Quais são os objetivos de um projeto?
  • Cada etapa de um projeto deve ter um objetivo?
  • Como antecipar as dificuldades dos alunos?
  • Todas as atividades devem ser em grupo?
  • Como apresentar a proposta à turma?
  • Quando é preciso replanejar um projeto didático?
  • Vale interferir para aperfeiçoar o produto final?
  • Quais as vantagens de um projeto?
  • Quais são as etapas de um projeto?
  • O que é delimitação do projeto?
  • Como avaliar os estudantes em um projeto didático?
  • Qual a importância da culminância?
  • Qual a relação entre projetos e leis?

 PLANEJAMENTO/PESQUISA:


  1. Sensibilize seus alunos;
  1. Anexos ou atividades a serem desenvolvidas;
  1. Desenvolvimento;
  1. Empreendimento;
  1. Questões práticas relacionadas com a construção do grupo;
  1. Acompanhamento Direcionamento.

AVALIAÇÃO:


  1. Elogios;
  1. Acompanhamento, avaliação e disseminação;
  1. Forma de avaliação;
  1. Avalie o projeto com a turma;
  1. Mostre os resultados.
FINALIZAÇÃO:

  1. Projeto final;
  1. Culminância.

        Projeto didático é um tipo de organização e planejamento do tempo e dos conteúdos que envolvem uma situação problema. Seu objetivo é articular propósitos didáticos (o que os alunos devem aprender) e propósitos sociais (o trabalho tem um produto final, como um livro ou uma exposição, que vai ser apreciado por alguém). Além de dar um sentido mais amplo às práticas escolares, o projeto evita a fragmentação dos conteúdos e torna os alunos co-responsável pela própria aprendizagem.

        Os projetos devem ser planejados muitos bem, seguindo um roteiro que pode ser feito de inúmeras formas, porém algumas características são essenciais, como, por exemplo, tema, objetivos, conteúdo, tempo estimado, material necessário, produto final, avaliação, entre outras.

      Sim, quantas mais áreas atingir, mais rico poderá ficar seu projeto.
Interdisciplinar: muitas disciplinas
Multidisciplinar: algumas disciplinas com o mesmo objetivo, só que separadas.
Transdisciplinar: algumas disciplinas juntas com o mesmo assunto

        Depende, é comum replicar boas práticas, porém você também pode criar um totalmente de acordo com as suas necessidades e os interesses da turma, afinal, um projeto nunca vai ser uma receita fechada, que o professor simplesmente lê e desenvolve em classe, as mudanças são necessárias, já que as características dos alunos e a realidade local são diferentes.

      Existem alguns conteúdos que são bem compatíveis com projetos, porém, o mais interessante é quando o assunto é do interesse da turma, nessa circunstância o projeto é uma ótima ferramenta.

        O primeiro passo é ter clareza sobre o que você quer ensinar, o que espera que os alunos aprendam e o que eles já sabem. Assim é possível garantir dois importantes critérios didáticos: a continuidade e a variedade de conteúdos ao longo dos anos. Feito um recorte no conteúdo, levando em conta a faixa etária da turma e as necessidades de aprendizagem, é preciso conhecê-lo a fundo e selecionar os materiais a ser usados. Só então são elaboradas as etapas. 

      As justificativas de um projeto relacionam-se ao motivo da criação do projeto e a relação dele com as características dos alunos, o que podem aprender com o todo esse processo.

      Os objetivos variam, eles referem-se ao que deseja alcançar com seus alunos a longo e curto prazo e são muito importantes, servem de norteadores.

        Sim. Apesar de o projeto necessitar de um propósito central (trabalhar comportamentos escritores, por exemplo), cada atividade deve ter o seu, sempre relacionado ao principal. Quando se sabe o que é preciso ensinar em cada momento, é mais fácil intervir e ajudar a turma a avançar.

        É preciso pensar em atividades específicas para estudantes com níveis diferentes de saber. Para contemplar todos eles, há três saídas: variar a complexidade das tarefas apresentadas, organizar os alunos em grupos e dar atenção àqueles que mais precisam. Para evitar problemas em relação a atividades como pesquisas, entrevistas e interpretação de dados, a solução é investigar as experiências que os estudantes tiveram anteriormente e, se necessário, reservar um tempo para o trabalho com esses procedimentos. Outra opção é retomar registros de atividades anteriores e verificar os pontos que vão necessitar de mais atenção durante o projeto.

        Não. Um bom projeto contempla atividades em que os alunos atuam sozinhos, em duplas e em grupos. Porém, como os projetos envolvem a turma toda e o produto final é uma obra coletiva, muitos pensam que tudo deve ser feito em equipe. É importante que as ações estejam articuladas entre si

        Primeiro passo é criar um clima de curiosidade. Para envolver a turma. O sucesso da estratégia está condicionado ao interesse despertado no estudante, valorizado como pesquisador e expositor do que apreendeu. O ideal é começar a conversa problematizando o tema e o produto final. Nesse caso, o recomendado é envolver os alunos na discussão sobre como chegar ao resultado esperado.

        Sempre, já que nunca o que foi previsto se confirma totalmente na prática. Em geral, o planejamento é ajustado e repensado a cada etapa vencida, de acordo com os indícios que os alunos dão sobre o que estão efetivamente aprendendo durante o processo. 

         Sim, mas desde que o objetivo seja fazer com que a própria turma aperfeiçoe o trabalho realizado.

        As principais vantagens de se trabalhar através de projeto é que a aprendizagem passa a ser significativa, centrada nas relações e nos procedimentos. Uma vez identificado o problema e formuladas algumas hipóteses, é possível traçar os passos seguintes: definição do material de apoio para a pesquisa, que será utilizado para a busca de respostas, de confirmação ou não das hipóteses levantadas. As ações a serem desenvolvidas evidentemente serão determinadas pelo tipo de pesquisa. O trabalho com projetos é positivo tanto para o aluno quanto para o professor. Ganha o professor, que se sente mais realizado com o envolvimento dos alunos e com os resultados obtidos; ganha o aluno, que aprende mais do que aprenderia na situação de simples receptor de informações. Assim a informação passa a ser tratada de forma construtiva e proveitosa e o estudante desenvolve a capacidade de selecionar, organizar, priorizar, analisar, sintetizar etc.

        As etapas variam de acordo com o objetivo, mas o que sempre tem é o planejamento, pesquisa, avaliação e finalização, podendo ter mais etapas.

        Informar como irá “circunscrever” o assunto, o objeto de estudo Específico que irá pesquisar a área do conhecimento que o tema esta inserido.
Delimitação da área: as áreas do conhecimento são inúmeras e, por isso, devem ser claramente definidas para facilitar a pesquisa bibliográfica, fichamentos, arquivos etc.

        Delimitação do tema: a fim de que a realização do tema se torne possível, deve-se selecionar apenas um aspecto a ser abordado. Em cada nível de escolaridade essa escolha adota características diferentes.

         No caso dos projetos, são três os eixos de aprendizagem que podem ser considerados na avaliação: o conteúdo, o aprofundamento no tema,  a aproximação com a prática social relacionada ao produto final.
As respostas dadas pelos alunos ao longo do processo dão pistas sobre o que já foi compreendido e no que ainda é preciso avançar, assim como os momentos de sistematização dos conteúdos - quando a turma define com suas palavras os conceitos estudados.  Outra boa estratégia é, no fim de cada atividade, fazer uma análise das produções, que funcionam como um retrato da aprendizagem até aquele ponto. O conjunto delas pode revelar os avanços e os problemas enfrentados por cada um. Da mesma maneira, o produto final, em suas sucessivas versões, também mostra o percurso pelo qual o aluno passou.

        São duas as funções principais das cerimônias de fechamento de um projeto didático: dar ao aluno visibilidade para o processo de aprendizagem pelo qual passou e apresentar o trabalho da turma para a comunidade e os pais, que são estimulados a perceber o avanço de seus filhos. O evento só cumprirá esses dois papéis se estiver prevista a exposição dos objetivos de cada atividade realizada, dos registros das várias versões do produto final e das fotos que ilustram o processo. Fazer uma festa bonita não deve ser a maior preocupação da escola como é bastante comum, mas o mínimo de organização precisa ser garantido.

Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, toda escola precisa ter um projeto político pedagógico (o PPP, ou simplesmente projeto pedagógico). Esse documento deve explicitar as características que gestores, professores, funcionários, pais e alunos pretendem construir na unidade e qual formação querem para quem ali estuda. Tudo preto no branco. Elaborar um plano pode ajudar a equipe escolar e a comunidade a enxergar como transformar sua realidade cotidiana em algo melhor. A outra possibilidade - que costuma ser bem mais comum do que o desejado - é que sua elaboração não signifique nada além de um papel guardado na gaveta.


Apresentamos aqui um roteiro com todas as etapas para criar um projeto.


1.         Série a que se destina
2.         Turma na qual esse projeto será trabalhado
3.         Definição do tema
4.         Justificativa
5.         Conteúdos trabalhados
6.         Definição dos objetivos gerais
7.         Definição dos objetivos específicos
8.         O Projeto e a proposta pedagógica da escola
9.         Metodologia ou procedimentos metodológicos
10.    Estratégia
11.    Atividades
12.    Recursos
13.     Duração


Algumas imagens com exemplos de projetos escolares, selecionamos de projetos relacionados ao meio ambiente.







Webliografia:

http://escoladoaprender.blogspot.com.br/2012/04/dicas-como-montar-um-projeto.html
http://pedagogiaaopedaletra.com/roteiro-para-elaboracao-de-projetos-2/
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/14-perguntas-respostas-projetos-didaticos-626646.shtml
http://www.pedagogia.com.br/projetos/como.php
http://www.educacional.com.br/projetos/comomontar.asp
http://www.mundodastribos.com/como-montar-um-projeto-educacional.html
http://ensinar-aprender.com.br/2011/04/como-montar-um-projeto-escolar.html